segunda-feira, 21 de julho de 2014

A energia das palavras

Pergunta: Se você vem andando, mas distraído, chuta com força seu dedo mindinho na quina da parede e fala: "pqp"!!!
O que deve fazer?

a) Pedir perdão a Deus.
b) Apertar o mindinho e pedir perdão a Deus.
c) Esperar a dor passar e pedir perdão a Deus.
d) Deve agradecer a Deus, afinal, em tudo dai graças.
e) N. D. A. e justifique.

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Resposta:

Eu escolheria a letra (e) e vou justificar.

Palavras são nossa principal forma de expressão no universo humano.

O problema é que palavras são apenas extensões daquilo que acontece no coração.

E nem sempre revelam o que há nesse coração.

Jesus sempre dirigiu seus olhos para o coração dos homens. Tanto que Ele conseguiu ver o diabo onde ninguém mais via: nos senhores da religião.

Aquela mesma raça de hoje em dia: muito polida, discreta e com jargões bem decorados.

Contudo, tudo se resume à intenção, ao estado do coração.

Portanto, só o ato de falar o palavrão não se constitui pecado, porque é o que sai do coração (e não da boca) o que purifica o homem.

E assim, tem muita gente falando "evangeliquês", mas soltando os piores palavrões do inferno contra os outros ...

Uma "paz do Senhor" cheia de ódio, com odor de inveja, de quem carrega o hálito da matança nas entranhas.

Por outro lado, tive e tenho amigos que falam palavrões, mas como coisas do dia a dia, na maneira como foram criados.

Coisa leve e sem maldade.

O que define mesmo um palavrão é a energia com a qual é falado.

Por isso, Jesus disse: quem chamar seu irmão de raca ("tolo" - literalmente "um nada, um bosta") é réu do inferno.

Porque não é o vocábulo, mas o que ele, de nós, carrega consigo!

Pedir perdão então, nesse caso, tem a ver com a energia que saiu de mim e não necessariamente com o palavrão.

Ou com o fato de tentar ser esperto e trocar "pqp" por "misericórdia".

Cuidado mesmo é com a energia das palavras.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Dizem que a vida é um eterno aprendizado

Dizem que a vida é um eterno aprendizado, mas isso depende. Depende de situações, de tempo e acima de tudo, depende da gente. O que define o significado de uma experiência, seu marco como lição, é a capacidade de cada um de nós mergulhar nela. Posto que somente o que é feito com a entrega de nós mesmos retorna para nós como algo propriamente nosso.

Daí que, quem entrega não possui mais domínio sobre si, e sobre o que virá sobre si. Não há matemáticas para a consequência de atos, porque, nessa conta, as pessoas é que são as incógnitas. Do bem se recebe tanto o bem quanto o mal. Porém, em cada retorno a gente pode ter a certeza do inesperado. Afinal, nem tudo o que parece é. E é assim que a gente aprende que nem tudo o que é em um minuto o será também para o resto da vida. Talvez essa seja a lição mais difícil de viver: a de escapar da lógica das aparências.

Então, tudo o que acontece recebe a dimensão do comprometimento. Não há como agir e querer deixar de firmar uma relação de continuidade, de percepção, com tudo o que se seguirá indefinidamente. Essa é a parte visceral da didática da vida. É, para bem e para mal, assumir essa posição de aprendente, onde nós mesmos somos desafiados a relacionar tempos da nossa vida, reinterpretar significados, corrigir posturas com base em outras. Enfim, aprender é fazer de si mesmo a maior lição a ser encarada.

Mas se a vida é aprender, erros e acertos serão sempre conquistas difíceis. Acertos precisam ser encarados na fragilidade com que nos iludem. Erros precisam ser assumidos através da pureza que podem extrair do buraco mais profundo de nós.

E de todas as lições que aprendi até agora, a mais intensa talvez seja essa: que a força do meu desejo não pode ser maior que a força da minha paciência. Que não há coragem que se sustente sem que haja, antes de tudo, compreensão.

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