sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Deus é amor e nada mais é necessário

Assim é o amor. Nasce despretensioso como grão de areia na praia e se estabelece com a força de um oceano. Transborda o olhar de quem vê um sorriso de criança e consegue encharcar de beleza as rugas do idoso. Caminha entre a poesia e a realidade. É decisão, porém. Nada além de ser verdadeiro ou aquém de ser sábio. É ter coragem de ser, muito antes de querer o próprio amor.

Assim é Deus. É o encontro da alma com a vida, é a síntese em mim do ser habitado pelo invisível e pela eternidade. Eu, porém, não posso contê-Lo. E não há nada que n’Ele não esteja agora mesmo existindo. Deus é o que de mim verte mais puro, e assim sou eu até contra mim mesmo. Deus é em mim e por isso eu sou n’Ele em amor. Hoje só sou o que sou porque decidi não mais ser quem sou pra ser somente o que sou n’Ele.

Amor é, não se explica. A gente só sabe quando mergulha a alma n’Ele. Digo n’Ele porque o amor não é sentimento, o amor é Deus. E quando Deus flui de nós pra fora e pra tudo aquilo que nos cerca, temos o vislumbre daquilo que É. Assim, todo aquele que ama é nascido de Deus, porque Deus é amor. Quem ama é-sendo amor pra si e pros outros.

E Deus? Deus não se explica, Deus não se prova, Deus é. E todo aquele que vai conhecendo-O só O sabe porque vai sendo n’Ele também, e discerne Sua presença não em palavras e conceitos, mas naqueles fatos entranhados e indizíveis de verdade e vida.

Assim, Deus é amor e nada mais é necessário.

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