segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Thalles Roberto agora virou boneco

Aonde se chegará, afinal? Perdoem-me os politicamente corretos, mas não posso ficar calado. Sim, aonde se chegará, porque nunca abracei o desejo narcisista de ganhar visibilidade na mídia secular - o eterno “sonho gospel”. Nunca me prendi “em nome de Jesus” à megalomania ideológica nenhuma de conquista do universo. Nunca quis nem quero ser outra coisa, a não ser o simples ser que semeia, sem saber o que acontecerá com a semente – um “filho do Vento” (Jo 3.8).

Foi com desgosto que soube do surgimento de mais esta loucura. E ela se refere ao novo “fenômeno” do segmento gospel: Thalles Roberto. Isso mesmo, Thalles Roberto agora virou boneco. Pare um pouco e reflita: O QUE LEVA UMA PESSOA QUE DIZ CRER EM JESUS A FAZER UMA IMAGEM DE ESCULTURA DE SI MESMA? As palavras não são minhas, mas as repito sem hesitação.

O “Thalleco” é a ilustração mais visível da desgraça que se alastra no antro do coração da nossa cristandade. Música virou hit, adoração virou exibição técnica, e finalmente, “levita” virou ídolo – ainda que pareça “humíldolo”. E carregados nessa onda gospel vão milhares de “consumidores da fé”, comprando, idolatrando e se “bonequificando”. Afinal, é esse o resultado da idolatria: “Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e quantos neles confiam” (Sl 115.8).

Meu repúdio ao mercado gospel não se surpreende com mais um surto. Minha oração é pelo pastor-cantor-boneco (que a si mesmo faz boneco num mercado de ovelhas-fãs-idólatras), pedindo a Deus que o leve a se enxergar e ver o mal que faz a si mesmo e a tantos outros que o cultuam.

Deus tenha misericórdia de seu povo, no amor de Cristo.
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