quinta-feira, 15 de abril de 2010

Perdendo talentos por negligência

Sei que existem alguns textos que tiraram muitas pessoas do sério. Dúvidas e questionamentos aparecem a cada tentativa de solução. Nestes casos, a parábola dos talentos é um exemplo. “Pois ao que tem se lhe dará; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado” (Mc 4.25).

Estou certo que este é um dos textos mais mal compreendidos que temos. Geralmente, a idéia que se tem dele é a de um tipo de “injustiça de Deus”. A pergunta que surge seria do tipo: “Como Deus pode dar mais a quem já tem muito, enquanto tira a migalha de quem não tem quase nada?”.

Com certeza não é bem isso o que Jesus nos ensina aqui. A porção toda (Mc 4.21-25) é um chamado à pormos o que temos recebido de Deus à disposição da Igreja e do mundo. A figura do lampião debaixo da cama confirma essa verdade, pois qual seria a utilidade do crente ser a luz do mundo, se ficasse trancado no seu quarto?

Claro! Já sei disso, você diz. Mas o verso 25 contém uma verdade profunda na qual devemos prender nossa atenção. Devemos aprender que nossos talentos não se desenvolvem sem esforço.

Sabemos que tudo o que nós temos nos foi dado de graça pelo Senhor. Salvação, arrependimento, fé, santidade, tudo isso não se consegue com esforço humano. Porém, aqui fica claro que “o nível que cada crente atinge na graça é diretamente proporcional à sua diligência no uso dos meios da graça”, como diz J. C. Ryle.

Em outras palavras, Deus nos dá de graça nossos dons e talentos, mas é nossa responsabilidade fazê-los crescer! E isso se aplica a cada área de nossa vida espiritual: adoração, evangelismo, oração, misericórdia, conhecimento bíblico. É claro que existem graus diferentes de espiritualidade e quantidades distintas de talentos. Mas, tudo nos foi dado! Precisamos somente desenvolver, como se fossem músculos!

Isso nos leva a entender a parábola dos talentos. Deus deu e Ele pediu conta. Aquele que enterrou, ou seja, que foi preguiçoso e relapso, teve até o único talento retirado. Mas o que granjeou, ou seja, se esforçou e foi diligente, recebeu mais ainda!

Podemos merecer algum dom de Deus? Não. Mas é nossa responsabilidade desenvolver aquilo que recebemos, não importa que dom seja. Pedro nos diz: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu” (1Pe 4.10).

Então vamos procurar desenvolver nossos dons, porque talento é sinônimo de responsabilidade!

Deus nos abençoe no amor de Cristo!

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